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Empoderamento Feminino faz parte de campanha de combate à violência contra a Mulher

 


Teve início nesta quarta-feira (25), as ações do Hospital da Mulher do Recife em alusão à campanha internacional “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”. A programação vai até o próximo dia 10 de dezembro e conta com rodas de conversa, debates online e exposição de painéis ilustrativos. Neste primeiro dia foram realizadas palestras sobre Ciclo da Violência, Tipologia e Empoderamento Feminino.


Na abertura, a psicóloga da unidade, Anita Ducastel falou para pacientes e acompanhantes que aguardavam atendimento na recepção da Regulação. Ela explicou sobre os cinco tipos de violência doméstica e familiar, contra a mulher, na Lei Maria da Penha: física, psicológica, moral, sexual e patrimonial. Falou também sobre a importância da vítima quebrar o ciclo da violência.


Foi o que fez Azenilda da Silva, paciente do Hospital, que estava assistindo a palestra e falou sobre a agressão física que sofreu, do então marido, 14 anos atrás. "Foi uma tentativa de enforcamento, inclusive, presenciada pelo meu filho que, na época, tinha apenas seis anos de idade. Na primeira oportunidade, me separei, pensando na minha integridade e na do meu filho”, relatou.


A palestra e os relatos de outras mulheres encorajaram uma paciente, que não quis se identificar, a procurar o Centro de Atenção à Mulher Vítima de Violência – Sony Santos. Ela foi vítima de violência pela internet, estava no HMR para outro tipo de atendimento e ficou surpresa ao saber do serviço oferecido pelo Hospital. Eduarda Pontual, coordenadora da Psicologia e responsável pela campanha ficou satisfeita com o primeiro dia de atividades. “Levar informações e empoderar mulheres para que elas se sintam seguras de nos procurar é um dos nossos objetivos”, afirmou.


Centro Sony Santos - O serviço, que funciona no Hospital da Mulher do Recife, oferece à mulher vítima de agressão uma linha completa de cuidados, com atendimento de uma equipe multiprofissional (médico, enfermeiro, psicólogo e assistente social). O atendimento é 24 horas, durante todos os dias do ano e está disponível por livre demanda para todas as mulheres do Estado, a partir dos dez anos de idade.