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UTIs do Hospital da Mulher recebem ações permanentes de Humanização

 

No ambiente hospitalar, a UTI é um dos setores de maior complexidade, com monitorização contínua, equipe especializada e mantendo parte dos pacientes sedados. Portanto, assegurar a assistência com um atendimento humanizado na unidade de terapia intensiva é sempre um desafio, mas também uma necessidade. “Essa demanda de acolhimento se tornou ainda mais vital, com a pandemia da Covid 19, que impõe um distanciamento maior entre o paciente e seus familiares”, explica Isabela Coutinho, diretora geral do Hospital da Mulher do Recife.

Nas UTIs Covid 1 e 2 do HMR diversas ações vêm sendo desenvolvidas para manter o ambiente humanizado. Por exemplo, a direção disponibilizou um celular para cada unidade de terapia intensiva. Os aparelhos são utilizados de forma exclusiva para que sejam realizadas chamadas de voz ou de vídeo para os parentes dos pacientes. “Mesmo que o paciente esteja sedado, seus parentes têm a oportunidade de ver ou de dar uma palavra. Ou seja, a humanização é uma preocupação também com o familiar, que fica longe, triste e preocupado com seu ente querido”, afirma Natália Veras, supervisora de enfermagem da UTI Covid.

Nos últimos dois meses, músicos voluntários se apresentaram nos corredores externos da UTI, o que possibilitou momentos de lazer e descontração para os profissionais de saúde e pacientes. Algumas ações de humanização fazem parte do protocolo do Ministério da Saúde. Entre estas, a utilização dos cochins, uma espécie de travesseirinhos que são colocados em partes do corpo do paciente para dar mais conforto e evitar úlceras e outras lesões. O cochin é feito de napa, um material impermeável, lavável e de fácil desinfecção. Esse material é confeccionado pelo setor de Hotelaria, sob a coordenação de Adriana Pereira, nas próprias dependências do Hospital. 

UTI Neonatal – Aqui, os travesseirinhos utilizados têm um formato diferente e recebem outra função. Eles são chamados de rolinhos e envolvem o bebê prematuro completamente, com o objetivo de criar uma situação de aconchego. Eles são confeccionados em três tipos: P, M e G, para se adaptar ao tamanho de cada bebê. “Imagine um prematuro com 700 gramas em uma incubadora. É um espaço enorme para ele. Por isso, é importante que o prematuro fique totalmente  envolvido pelo rolinho, remetendo à memória da presença no útero materno”, ensina Maria Cicília Andrade, coordenadora de enfermagem da unidade neonatal.

Na UTI, outra ação de humanização é a chamada Hora do Soninho, momento em que todas as luzes são apagadas para que os bebês possam ficar em um ambiente mais acolhedor. Em geral, isso acontece no turno da tarde, quando os profissionais de saúde terminam de fazer todos os procedimentos. “A UTI é um setor muito iluminado e, com as luzes apagadas, o local fica mais confortável e menos estressante. Sentimos a diferença na prática. A saturação dos bebês cai menos e ele ficam mais estáveis”, afirma Cicília. Capacitações contínuas também fazem parte do protocolo de humanização na UTI Neonatal do HMR.

Unidade da Prefeitura do Recife, o Hospital da Mulher está sob administração do HCP Gestão, organização social de saúde do Hospital de Câncer de Pernambuco.